Carta Portuguesa para a Diversidade – 44 empregadores empenhados na Inclusão

Empenhados em promover uma sociedade igualitária, com organizações mais inclusivas, 44 empregadores dos mais variados setores de atividade assinaram no dia 31 de março, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, a Carta Portuguesa para a Diversidade, numa cerimónia que contou com as presenças da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, e da Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.

Esta Carta Portuguesa para a Diversidade, resultante de uma iniciativa do Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial (GRACE), em colaboração com a Fundação Aga Khan Portugal, contou com o apoio do ACM, Instituto Nacional de Reabilitação (INR), Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e Comissão para a Igualdade no Trabalho e na Empresa (CITE).

Para além dos representantes das 44 organizações signatárias, a ocasião incluiu a presença dos representantes das entidades parceiras empenhadas no compromisso com a diversidade e na promoção de práticas inclusivas. Assinaram o documento, Pedro Calado, Alto-comissário para as Migrações, Fátima Duarte, Presidente da CIG, Joana Gíria, Presidente da CITE, José Madeira Serôdio, Presidente do INR, Sikander Jamal, Presidente da AGA Khan, e Paula Guimarães, Presidente do GRACE.

A diversidade como “fator de competitividade”

Elogiando “o empenho e compromisso” de todos os envolvidos, a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade realçou a “gestão da Diversidade” como um “fator de competitividade”: “a Diversidade é um valor que trilha riqueza e desenvolvimento”, considerou Catarina Marcelino, reafirmando o “forte compromisso do Governo” nas questões da Igualdade.

Portugal junta-se agora ao compromisso, já assumido noutros 15 países. “Fazemos agora também parte destas boas práticas ao nível da promoção da diversidade”, destacou ainda.
A Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência considera esta iniciativa como uma “nova força” e “um importante avanço” para uma maior aceitação das diferenças, caminhando-se assim para “uma sociedade mais inclusiva”.

“A magia acontece na Diversidade”

“A magia acontece na diversidade”, sublinha Gonçalo Cavalheiro, vogal da direção do GRACE, destacando que esta Carta para a Diversidade é uma forma de “facilitar o entendimento na diversidade”, assim como uma “fonte de inspiração” para a sua gestão.
Esta, que é a 16ª carta a ser produzida na Europa, “é um motivo de orgulho para todos nós”, assim como um avanço relevante no sentido de “promover a diversidade como fonte de conhecimento e criação”, destaca o responsável.

A marcar presença na cerimónia, para partilhar a sua experiência profissional neste domínio, Njija Rodrigo da Costa, consultora, especialista em processos de colaboração nas organizações, sublinhou a importância da autenticidade nesta área: “muito daquilo que faço é convidar as pessoas a serem tal e como são”.

Njija considera ser fulcral “olhar” para a diversidade, não apenas como um desafio, mas sobretudo como “um ativo”, “reconhecendo o seu valor e promover, através dela, o processo de aprendizagem”.

Dar visibilidade às práticas inclusivas dos empregadores

Esta Carta para a Diversidade é já considerada “uma ferramenta crucial para todas as organizações empregadoras, empenhadas em respeitar, valorizar e otimizar todo o potencial da diversidade das pessoas que com elas colaboram”.

Portugal assinala assim, este ano, o seu compromisso com a construção de uma sociedade mais igualitária, diversa e coesa, seguindo os esforços encetados pela Comissão Europeia na implementação de uma Carta de Diversidade em todos os países pertencentes à União Europeia.

Em foco, está o objetivo central de dar visibilidade às práticas inclusivas dos empregadores em Portugal, a destacar um importante avanço para o reconhecimento, o respeito e a valorização da(s) diferença(s) entre as pessoas relativas ao sexo, identidade de género, orientação sexual, etnia, religião, credo, território de origem, cultura, língua, nacionalidade, naturalidade, ascendência, idade, orientação política, ideológica ou social, estado civil, situação familiar, situação económica, estado de saúde, deficiência, estilo pessoal e formação.